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Faróis da Lagoa dos Patos


   A Lagoa dos Patos, por ser muito extensa, antigamente necessitava de vários pontos de referência para os navegadores e pescadores da época se orientarem e, por esse motivo, foram construidos faróis ao longo da mesma.


   A lagoa dos Patos, a maior do país, é uma via natural de transporte entre Porto Alegre e Rio Grande.Seu nome deriva de seus primeiros habitantes, os índios Patos (Carijós).


   Em 1827 foi encaminhado ao imperador D.Pedro I o pedido para a instalação de faróis na região. Sem o apoio financeiro esperado, o governo da província (de São Pedro do Sul) deu seguimento ao projeto com os parcos recursos disponíveis.

FARÓIS:

- Cristóvão Pereira 
- Bojuru 
- Itapuã 
- Capão da Marca 
- Estreito




Não podemos deixar que a história da nossa Lagoa dos Patos se perca no fundo das gavetas e acabem se estragando pelo tempo. Vamos publicá-las.
  Se alguem tiver mais alguma matéria guardada sobre a história da lagoa e queira passá-la adiante, entre em contato que terei o maior prazer em publicá-la.

Farol do Estreito

Fonte: www.popa.com.br

O Farol do Estreito, a 24mn a leste da cidade de Pelotas, foi construído na França e dotado de uma tocha, sinalizava o acesso sul da Lagoa dos Patos.
Estima-se que a fotografia seja do início do século XX

Em 1955 o Farol do Estreito foi transformado em farolete.


Até a alguns anos atrás, não se tinha certeza de que havia uma casa de faroleiro junto ao mesmo, mas por essa fotografia tirada em 1904, vê-se que tinha uma estrutura logo abaixo do farol.

Farol do Capão da Marca

    O farol do Capão da Marca, próximo à cidade de Mostardas, foi inaugurado em 5 de setembro de 1849 - uma torre de madeira com pouco mais de 7 metros de altura, equipada com um lampião. Alcance: 5 milhas.
Em 25 de março de 1881 foi aceso o novo farol. Uma torre de ferro da marca BBT, com um aparelho de luz fixa de 4ª ordem, que aumentou seu alcance para 11 milhas. A montagem foi dirigida pelo próprio Diretor de Faróis, CF Cerqueira Lima.
O farol, exemplar único no país, foi pintado de roxo-terra por volta do início do século XX e assim permaneceu até sua automatização (com equipamentos à gás acetileno) em 1960. Atualmente opera com energia fotovoltaica. 






O farol de Itapuã

Em 1752, imigrantes portugueses, das Ilhas dos Açores e Madeira, desembarcaram às margens da Laguna dos Patos e do Lago Guaíba, numa região denominada pelos guaranis de ita (pedra) e puã (ponta) - Itapuã - Ponta de Pedra.

Localiza-se no encontro das águas do Guaíba com a Laguna dos Patos, construído pela marinha no ano de 1868. O farol econtra-se a 17m. acima do nível do mar e seu alcance é de 24km.

Marco divisório, entre as águas do Guaíba e da Laguna dos Patos, o Farol de Itapuã, ponto turístico de beleza singular, sinaliza para os pescadores e navegadores, até hoje, os perigos do local. A grandeza das águas do Lago Guaíba, que ali encontra a imensidão da Laguna dos Patos, constitui, sem dúvida, o maior atrativo turístico da região.


O porto de Itapuã foi importante para o escoamento de toda produção local. Mais tarde as atividades da pesca contribuíram para o crescimento do povoado.



É considerado parte do patrimônio histórico do Rio Grande do Sul.

Farol do Bojuru

Fonte:www.popa.com.br

O antigo Farol de Bojuru foi construído junto com os faróis de Itapuã, Cristóvão Pereira e Ponta Alegre (este na Lagoa Mirim). Estas obras iniciaram no ano de 1858.

Esta foto de autoria do Dr. Hugo Altmayer é de meados da década de 50, pouco antes do farol ruir.





O projeto era o mesmo, com exceção ao de Itapuã, com a diferença que Cristóvão tem 30 m de altura e os outros 2 apenas 20 metros.
 
Bojuru já caiu.
Ponta Alegre está abandonado, mas em seco.
O pobre do Cristóvão está ruindo aos poucos. 

Quem passa pela ponta de Bojuru avista uma ilhota, afastada cerca de 100 m da ponta de areia. Aquilo é a ruína do farol.





Note-se que ele foi construído a cerca de 100 m da ponta de areia, para dentro de terra é claro. Logo a ponta recuou perto de 200 m ao longo destes 150 anos.




Nos dias de hoje, o farol do Bojuru, está como na imagem abaixo ( é uma lastima a história da nossa lagoa se perder dessa forma tão triste).



Leia mais clicando no link no começo da postagem.

Farol Cristóvão Pereira


Localizado na costa leste da Lagoa dos Patos, a meio caminho entre Porto Alegre e Rio Grande, o Farol Cristóvão Pereira está em manutenção. É o mais importante, o mais alto e o mais antigo da Lagoa dos Patos. 
Quem já navegou à noite sabe da importância de um farol. O navegante vai seguindo na escuridão, orientado por instrumentos, cartas náuticas e outras informações.
Nada se vê adiante da proa. Quem nunca navegou à noite não faz idéia do que seja isso. É preciso saber confiar nos dados que se tem. Embarcações não usam faróis para iluminar o caminho. Mantém-se acesas as coloridas luzinhas de navegação para que se possa ser visto por outros barcos (verde à dir, encarnada à esq, e branca à ré).
Ao determinar-se que o barco está aproximando-se da área de alcance do farol, fica-se de olho na direção em que se presume que esteja, esperando-se a qualquer momento ver a piscada da luz na escuridão. O primeiro lampejo nem sempre nos convence. É preciso ver mais alguns para ter a certeza de que não se está vendo apenas o que se deseja ver.

Mesmo com todos os atuais apetrechos tecnológicos, a luz de um farol é a confirmação mais segura do rumo seguido. É a que traz mais alívio. Não há tela de radar nem GPS que proporcione a enorme satisfação de se enxergar a primeira tênue piscada do farol ainda lá longe. É algo real. Está ali, indiscutivelmente, isto é, não tem bits nem bytes no meio, nem regulagem de ganho de radar, nem a geometria dos satélites do GPS a considerar.
                                        
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O Farol Cristóvão Pereira foi construído na mesma época que o da Ponta Alegre, na L. Mirim, e Bujuru, na L. Patos. Segundo o Comandante Carlos Altmayer Gonçalves, o Manotaço, do Veleiros do Sul, o ano de início das obras do farol é 1858. "Em 1859 a torre já estava pronta, e tudo indica que tenha começado a operar em 1886", diz Manotaço, um pesquisador da história da navegação por estas bandas.
Vejam só a pérola que este comandante deu-se ao trabalho de enviar aos visitantes do popa:
"....escavou-se o terreno à uma profundidade a encontrar bastante água, estacou-se com 84 moirôes de lay toda a superfície, sobre os quaes engradou-se com vigas de ley na distância de tres palmos de uma a outra, e depois de incavilhadas encheu-se os entrevallos de pedra secca bem calcada: sobre este engradamento levantou-se a sapata de pedra e cal até 10 palmos, e sobre esta levantarão se as paredes da torre e as das meios águas seguindo sempre com a planta em vista. Acha-se presente esta obra com os arcos fechados do 2º pavimento e a receber o respectivo madeiramento, e a 45 palmos de altura acima do terreno...."
(Correspondência do intendente do estado para o vice-rei no Rio de Janeiro, no seu relatório de atividades de 9/março/1859; 1 palmo = 21cm)
 Clique no link do início da postagem para ler mais sobre o farol Cristóvão Pereira.

Gaúcho Caça e Pesca