Cachorro Pescador

Quando o Zezé di Camargo ganhou dinheiro suficiente para comprar um sítio, seu Francisco foi caçar na beira de um riacho que passava na propiedade. Ele levou consigo um cachorro que era muito bom nessas coisas de caça. Como todos sabem, o cachorro é um animal que ajuda muito nas caçadas.

Ele foi com o cachorro – que eu esqueci o nome, – caçar perdiz. A perdiz é um franguinho minúsculo que fica no mato.

Então ele viu a perdiz, mirou e… “Pá!”

Acertou na perdiz. Ela caiu mas caiu no rio. Seu Francisco apontou para o rio e mandou o cão buscar. O bicho saiu despinguelado em direção a água.

Só que imediatamente após cair na água, uma grande boca se abriu debaixo da perdiz e tragou-a para o fundo.

Seu Francisco já tinha dado o comando para o cachorro pegar e não houve grito que dissuadisse o teimoso animal de pegar a perdiz.

O cão pulou no rio e sumiu. Simplesmente sumiu. Nem sinal dele.

Seu Francisco ficou esperando dois, quatro, oito, dez minutos. Nada. Quando deu 15 minutos e nada do cachorro, ele desistiu.

Meio triste, seu Fracisco concluiu que o cão morrera afogado tentando pegar a ave que um peixe comera.

Ele foi pra casa pensando em como contar para a esposa da morte do querido cachorro.

Quando ele ia chegando perto da cozinha, ouviu um barulho no mato atrás de si. Ali estava o cão. Abanando o rabo, ainda molhado e com um enorme, gigante, monstruoso peixe pintado na boca.

Espantado, seu Fracisco fez festa para o cachorro e pediu para que a mulher dele cozinhasse o peixe.

Eis que na hora de limpar o peixe, o que tinha na barriga dele???

Isso mesmo. A perdiz.

É ou não é excepcional?

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