Perfil Pesqueiro Artesanal

Botes de pesca
 A produção de origem terrestre, foi amplamente estudada e utilizado o que há de mais moderno para se plantar, criar e colher.

   Quanto aos produtos de origem aquática, houve um incremento espantoso na capacidade explotativa pesqueira. Da pesca tipicamente manual, com apenas o uso das mãos, nossos ancestrais descobriram o uso da madeira, de ossos para abater os peixes a golpes.
   O uso de instrumentos veio muito após, com lanças, flechas e outros meios, como o esgotamento de poças de água, etc. .

   Modernamente, sofisticou-se a arte de pescar, com o uso de anzóis, arpões, redes de emalhar, de cerco, de arrastos além de métodos condenáveis como o uso de explosivos, armas de fogo, etc.

Colocando bote na água
   Paralelamente ao desenvolvimento das artes de pesca, aprimorou-se a construção de embarcações, cada vez mais rápidas, com alto poder de estocagem, dotadas de computadores que auxiliam na navegação por meio de satélites e nos equipamentos hidro-acústicos que localizam com muita precisão os principais cardumes de peixes, facilitando sobremaneira sua captura. .

   Esse admirável aparato, desenvolvido em praticamente todas as nações do planeta deram tal poder ao setor pesqueiro que, hoje, a maioria das espécies em explotação comercial encontra-se em perigo de extinção. .

   Quase toda a tecnologia desenvolvida foi colocada na extração dos produtos aquáticos, restringindo-se a preservação dos recursos pesqueiros, a apenas medidas protecionistas, oriundas das instituições públicas e órgãos ambientalistas. . Não bastasse todo o potencial aplicado no setor pesqueiro, as espécies aquáticas sofrem além da ação direta indiscriminada do homem, fortes intervenções em seus ecossistemas pela ação de poluição sob as mais diferentes formas: detritos orgânicos urbanos e industriais, defensivos agrícolas, desmatamentos ciliares, que expõem os leitos dos rios ao assoreamento constante, etc. .

   Organismos nacionais e internacionais, passaram a administrar os recursos pesqueiros estipulando regras, como cotas, artes de pesca, período de defeso, tamanho mínimo para captura de pescados e outras normas que disciplinam as pescarias, visando manter as capturas num NMS – Nível Máximo Sustentável. . As leis foram criadas para bem administrar os grandes estoques pesqueiros, entretanto, a maioria dos países não possuem fiscalização a altura para controlar e coibir a pesca indiscriminada e predatória.

Lance de rede
   Diante do quadro exposto, as pescarias racionais dependem quase que exclusivamente dos mestres ou patrões de pesca. O raciocínio geral disseminado é que, o que cada um está pescando é insignificante perante a magnitude dos oceanos e águas continentais, e com isto as leis são burladas à sombra das legislações.

   Para a pecuária e agricultura, cada produtor investe alto em criações e culturas, com retorno esperado às vezes para até uma dezena de anos. Nesse meio tempo, sobrevive com culturas sazonais e senso administrativo, conseguindo em muitos casos até enriquecer. . Na pesca, a mentalidade é imediatista e, com poucas exceções, não se aprovam defesos, quer com parada por curto período, em geral 2 a 3 meses, ou ainda, usando artes de pesca adequadas, como redes de arrasto e emalhar com tamanho que permita que as espécies de pequeno porte escapem e reproduzam-se pelo menos uma vez.

   A extinção de diversas variedades de pescado já é irreparável e se não houver uma tomada de consciência do setor, a pesca na maior parte do planeta passará a fazer parte de fatos passados.

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